Mapas RTRS

É uma ferramenta de zoneamento que busca orientar a produção responsável de soja no Brasil, na Argentina e no Paraguai, apontando para as áreas de maior relevância em biodiversidade, onde deveria haver zero conversão. Ela identifica também áreas de possível expansão sobre áreas já consolidadas.

Comprometidos com a conservação da biodiversidade

A RTRS desenvolveu esta ferramenta de zoneamento a fim de orientar a expansão da cultura da soja e de promover a conservação dos ecossistemas. Esta iniciativa contou com a participação dos produtores, da indústria e de organizações da sociedade civil, internacionais e regionais.

O projeto teve o apoio de:

Como analisar os Mapas RTRS?

Os mapas funcionam como orientadores para a análise das seguintes categorias:

Áreas Categoría I

Áreas que representam focos críticos para a biodiversidade (hotspots). Os stakeholders concordam em que não deveria ocorrer conversão da vegetação nativa para a produção de soja responsável.

Estas áreas, portanto, são definidas como não certificáveis, salvo nos casos em que os produtores pudessem demonstrar de forma fidedigna que a abertura ocorreu antes de maio de 20091

Áreas Categoría II

Áreas de grande importância para a biodiversidade. De acordo com a versão 2.0 do padrão, a expansão da soja nestas áreas só pode ocorrer depois de ter sido feita uma avaliação de Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVC) que tiver identificado as áreas para conservação e as áreas nas quais pode haver expansão. A versão 3.0 do padrão estabelece que a conversão sem uma avaliação de AAVC é autorizada até junho de 2016. Depois de junho 2016, a conversão de terras naturais não é permitida.

A terra convertida legalmente até junho de 20162 é certificável. A partir de junho 2016, a conversão de terras naturais não é permitida

Áreas Categoría III

Áreas nas quais a legislação existente é adequada para controlar a expansão responsável até junho de 2016 (frequentemente, trata-se de áreas de grande importância para a agricultura e sem nenhuma importância para a conservação). A partir de junho de 2016, a conversão de terras naturais não é permitida.

A terra convertida legalmente até junho de 20162 é certificável. A partir de junho de 2016, a conversão de terras naturais não é permitida.

Áreas Categoría IV

Áreas já utilizadas para a agricultura e nas quais não há vegetação nativa remanescente, exceto nas reservas legais e, portanto, nas quais já não é feita a expansão. A partir de junho de 2016, a conversão de terras naturais não é permitida.

A terra convertida legalmente até junho de 20162 é certificável. A partir de junho de 2016, a conversão de terras naturais não é permitida.

Notas:

Devido a sua condição de escala regional (1:250,000 ou 1:500,000), os mapas são instrumentos de orientação que não excluem cenários dentro da propriedade que permitem que os produtores confiram se os requisitos do Padrão RTRS relativos à expansão estão sendo cumpridos. Por causa da escala ou de outros fatores, nas áreas da Categoria 3 e da Categoria 4, podem ser verificados cenários dentro da propriedade que não tenham sido mapeados (por ex. pequenos umedais, áreas de valor cultural, etc.).

(1) Na Categoria 1, os produtores podem demonstrar que as propriedades foram convertidas antes de maio de 2009 por meio de ferramentas verificáveis e/ou suas combinações (por ex., imagens de alta resolução que por fotointerpretação permitam demonstrar que a mudança foi feita antes de 2009, mapas de uso de solos anteriores a 2009, notas fiscais por plantio, conhecimentos de embarque ou notas de entrega tendo origem na propriedade, etc.).

(2) Nas Categorias 2, 3 e 4, os produtores podem demonstrar que as propriedades foram convertidas antes de junho de 2016 por meio de ferramentas verificáveis e/ou suas combinações (por ex., imagens de alta resolução que por fotointerpretação permitam demonstrar que a mudança foi feita antes de 2009, mapas de uso de solos anteriores a junho de 2016, notas fiscais por plantio, conhecimentos de embarque ou notas de entrega tendo origem na propriedade, etc.).

Saiba como foi o processo de desenvolvimento dos mapas em cada país

Os mapas RTRS são o resultado de um processo multi-stakeholder conduzido por grupos técnicos plurais de cada país. Mediante um processo participativo, os grupos

grupos técnicos de cada país definiram os critérios para a classificação do território conforme as quatro categorias definidas no Padrão RTRS de Produção Responsável de Soja.

Brasil
Argentina
Paraguay

O projeto começou entre os meses de fevereiro e março de 2012, com a criação de um grupo técnico plural e de um grupo assessor. Os participantes dos dois grupos foram selecionados por meio de uma convocação aberta feita pelo

gerente de projeto RTRS, e foram identificados por especialistas acadêmicos / profissionais em temas relacionados com o projeto e através da RTRS, redes e contatos das organizações parceiras.

Participantes
Consultores

O projeto Mapas RTRS para a Argentina começou em março de 2015 e os critérios utilizados foram obtidos por consenso por um grupo técnico plural com representantes de ONGs, governo, setor financeiro, indústria e produção. Teve especial destaque o trabalho realizado pela área GIS da Fundação Vida Silvestre Argentina, realizado por Mayra Milkovic e Daniela Arpigiani.

Os mapas RTRS levaram em consideração fontes de dados oficiais – como o ordenamento Territorial de Bosques Nativos (OTBNs) – fornecidos pela Secretaria de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Nação, a cartografia do desmatamento de todo o país elaborada pela Secretaria de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Nação, e a classificação hierárquica de cobertura e usos do solo fornecida pelo INTA, entre outros bancos de dados.

Participantes

O trabalho começou em julho de 2013, com a criação de um grupo técnico plural com representantes de ONGs, governo, setor financeiro, indústria e produção. Mediante um processo participativo, todos eles definiram os critérios

para a classificação do território nas quatro categorias estabelecidas pelo Padrão RTRS de Produção Responsável de Soja, utilizando como fontes documentos e mapas de instituições governamentais e não governamentais, nacionais e internacionais, imagens de satélite, análises geoespaciais e digitalização temáticas.

Participantes
Consultores
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